sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Uma visita aos Inferno

Caríssima lettore, simpático amice, devo dire qui conheci os Inferno di qui fala Dante no seu livro famoso. Os meus filho e os meus neto me chamaro pra passar o Reveillone no apartamento que eles têm na praia. Fui io e a mia signora. Pra ser sincero, non me vóglia multo sair da mia casa. Prefiro ficá ali perto da padaria Veridiana, do bar do Pinhata, na Igreja Matrice de São Bernardo, do bar do Bolinho, da pizzaria do saudoso Gino. É como se fosse o meu país. Non preciso ir pra multo longe. Cuasi tutto qui io preciso – amizade, solidariedade, espiritualitá, amore - está a uns pouco passo ou mesmo dentro da mia casa. Mesmo assi, eles viero me pegá e io fui com eles.
A signora e o signore non pode imaginá a loucura qui é as praia nesses giorno de finale de ano. Primeiro, nóis ficamo umas oito hora na estrada. Tinha acontecido algum ccidente pelos caminho e nóis conseguia nunca chegá no destino. Ficamo qui nem os leitone de Natale assando dentro do automóbile. Era um sol disgraciato, desses de cozinhá os miolo da gente. Juro por Dio, caríssima, qui io non tenia mais posicione. Si io cruzava as perna, doía o joelho; si io esticava, dava uma maledeta de uma cãibra nos dedo dos pé.
Finalmente, cuando nóis chegamo, io fiz como o santíssimo Papa Giovanni Paolo Secondo: desci do automóbile e dei um baccio no chão, de tão felice qui io fiquei de saí daquele automóbile qui me fervia os cérebro.
Encuanto a mia signora e as nora arrumava as coisa em casa, io peguei mios netinho e fomo pra praia. O amice no pode imaginá o qui tenia de gente ali em cima das areia. Pra signora ter uma idéia, nóis non podia ficá deitado. Precisava ficá tutto mondo em pé, sem podê esticá as canela. Si um infelice morresse ali, morria de pé.
Nas rua, a gente non andava, era levado pela multidone. Os bar, as padaria, os restaurante, parecia tutto cheio de formiga, daquelas que come um pacote de açúcar em uns polco secundo. Por sinale, tenia acabado até o pane da padaria.
“Signore”, io dice indigado, “si non tene pane na su padaria, enton, é melhor fechá. Perche si ciama padaria, si non tene pane?” “Falta també leite”, ele respondeu. “Non adianta nem pedi qui non tene.”
De notte, non se conseguia dormi. Os carro passava tocando as música num volume tão alto, mais tão alto, qui si tivesse gente na Luna, non ia dormi de tanto barulho. Os vizinho tocava música, ligava a televisione e até cantava.
No giorno seguinte, pelas primeira hora da matina, io e a mia signora fizemo as mala. Entramo nos expresso da Cometa e voltamo pra nossa citá. Na casa mia, qui estava fresca e silenciosa, me senti como se tivesse escapado dos Inferno. Abri uma garrafa de vino e pus um disco do Beniamino Gigli na vitrola. A mia signora sentou-se do mio lado. A gente si deu as mano e respiramo aliviado. Como diria Dante, depois de uma longa caminhada, io e a mia Beatrice revimo as estrela.

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