Oggi é o giorno pio importante do ano. Non tene otro como este. Cuando io era bambino, lembro do odore paradisíaco, uma mistura saborosa, qui vinha da cozinha da mia nona e anche oggi me deixa com água na boca. Me recordo da nona tirando os panetone do forno quente. Dava vontade de morder o ar, de tão gostoso qui era. Ela cortava o panetone e me dava um pedaço, qui vinha fumegante na mia mão.
Às vez passava os povereto na rua e eles batia na porta: "Signora, perdona me, mais o cheiro qui vene da su casa é uma delícia. Pelo amor de Dio, me dá um pedacinho do qui a signora está cozinhando". A mia nona era multo generosa e enchia os prato dos mendigo. Eles comia com tanta vontade qui dicia pra gente qui iam morrê pela boca, como os peixe.
O mio zio Américo era multo generoso també. Quasi tutto mondo gustava do mio zio Américo. Era dessas pessoa qui non tenia multo inimigo. O problema é qui ele quasi non visitava os parente. Cuando casô a filha do mio zio Giordano, ele non foi. O zio Giordano disse qui nunca mais ia falá com ele.
Cuando era mais moço, o zio Giordano discutia pelas três cosa qui non se discute: futebole, política e religione. Mais, o tempo ia passando e o zio Giordano, como os vino, ia mudando por dentro.
Bene, na véspera de Natale, o mio papa convidou o zio Américo pra passá a Ceia com a gente. O zio Américo disse qui ia pensá. Non deu certeza si vinha ou não.
Na Ceia de Natale, estava lá tutto a famiglia reunida, inclusive o zio Giordano mal-humorato. O mio nono abria as garrafa de vino e servia. Anche as criança tenia qui tomá vino. Io gustava, perche o mio nono misturava o vino com água gelata e açúcar. Nessa hora, o mio papa olhou o relógio cuco da sala e falou: "Será qui o zio Américo ainda vene?"
Aquele comentário passou pela sala como um vento gelado, qui vene do cemitério. O mio zio Giordano disse: "Si o disgraciato entrá por aquela porta, eu saio pela outra". "Non, non sai", as pessoa pedia. "Perdona. Ele non a fato por male."
Justo nessa hora, toca a campainha. As pessoa pára de respirá. A mia zia Odete vai abri a porta. Adivinha quem entra pela porta? Justamente, o zio Américo. Foi uma festa dentro da festa. Io mesmo saí correndo e pulei no pescoço do zio Américo. Ele nunca ia na casa de ninguém e tenia aparecido na nossa. Era uma occasione histórica.
De repente, fica tutto mondo olhando pros dois: o zio Américo e o zio Giordano. Aí aconteceu um milagre de Natale: o zio Américo foi até a mesa e estendeu a mano pro zio Giordano. A mano ficou parada no ar por uns segundo qui parecia século, enton, o zio Giordano levantou e abraçou chorando o zio Américo. As pessoa bateram palma e choraro també. Era Natale, tempo de reconciliacione, de festa, prá que manter os rancor do passado, non é mesmo?
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
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